O momento em que decidi escolher.

A história por trás de O Homem de Padrão.

Aléxis Ricardo Aléxis Ricardo
I

O Dia Em Que
Tudo Mudou

Há momentos que dividem a vida em duas partes.

Antes.

E depois.

Eu tive um desses momentos aos 19 anos.

No dia 12 de outubro de 2004, o meu pai partiu. E algo dentro de mim partiu também.

De repente senti que tinha de me tornar homem da noite para o dia.

Não existia tempo para descobrir quem eu era. Existia responsabilidade. Uma mãe em luto. Duas irmãs mais novas. Contas para pagar. Pressão. E a sensação constante de que agora dependiam de mim.

Enquanto muitos rapazes da minha idade ainda estavam a descobrir a vida, eu já sentia que estava a sobreviver a ela.

Foi aí que tudo começou. Não a minha carreira. Não os meus negócios. Não o livro.

A procura. A procura por respostas.
II

Aprender
Pela Dor

A minha jornada no desenvolvimento pessoal não começou por disciplina.

Nem por sucesso.

Começou por dor. Por rejeição. Por insegurança. Por sentir que existia alguma coisa que me faltava enquanto homem.

Eu era tímido. Demasiado analítico. Queria relacionamentos mas não compreendia mulheres. Queria conexão mas sentia-me constantemente inseguro.

E como muitos homens, procurei validação no sítio errado.

Lembro-me perfeitamente do dia em que me sentei à frente do computador e escrevi: "Como encontrar uma namorada."

Foi aí que encontrei o livro The Game. Na altura nem inglês sabia. Mas aquele livro abriu-me uma porta para um mundo completamente novo.

Um mundo de atração. Psicologia. Comunicação. Comportamento humano. Dinâmicas sociais.

E aquilo que começou como uma tentativa de compreender mulheres acabou por transformar-se numa tentativa de compreender-me a mim próprio.
III

A Sedução Foi
Apenas o Início

Durante anos mergulhei profundamente no mundo da sedução.

Abordagens. Psicologia feminina. Atração. Comunicação. Dinâmicas sociais.

Aprendi muito. Cometi erros. Vivi coisas que a maioria dos homens nunca vive.

Mas também me perdi.

Porque durante algum tempo confundi sucesso com validação. Achei que sucesso com mulheres significava poder. Achei que aprovação significava valor. Achei que resultados significavam identidade.

Estava errado.

Nenhuma quantidade de mulheres consegue preencher um homem vazio de direção.

O problema nunca foi elas. O problema era eu. Era a falta de direção. Era a falta de propósito. Era a falta de padrões.

E foi nesse momento que comecei a olhar para a raiz do problema. O homem.
IV

Inglaterra, Perdas
e Recomeços

A vida obrigou-me a recomeçar várias vezes.

Uma das decisões mais difíceis que tomei foi deixar tudo para trás e partir para Inglaterra.

Novo país. Nova língua. Sem garantias. Sem rede de segurança.

Passei de perseguir sonhos artísticos para servir mesas e tentar reconstruir a minha vida do zero.

Foi nessa fase que recebi a notícia da morte do meu pai biológico. Lembro-me da sensação. Da distância. Da impotência. Da culpa silenciosa que muitos homens carregam quando sentem que estão longe demais de tudo e de todos.

Mas continuei. Porque a vida não para. E porque aprendi cedo que um homem nem sempre tem o luxo de parar.

V

Tornar-me
Pai

De todas as experiências da minha vida, nenhuma me mudou tanto como tornar-me pai.

Nada se compara.

Porque de repente percebes que já não vives apenas para ti. Cada escolha ganha peso. Cada hábito ganha importância. Cada padrão que manténs ou permites torna-se um exemplo para alguém que está a observar tudo.

Mais tarde trabalhei no Qatar.

E uma das dores mais difíceis que vivi foi ver a minha filha crescer através de um telemóvel. Videochamadas. Fotografias. Momentos que nunca voltavam. Momentos que não se repetem.

Foi aí que percebi algo que hoje considero uma das maiores verdades da vida:

O sucesso tem um preço. E nem todos os preços valem a pena ser pagos.
VI

O Problema do
Homem Moderno

Ao longo dos anos comecei a reparar num padrão.

Os homens não têm falta de informação. Têm falta de direção.

O mundo moderno está cheio de homens distraídos. Homens constantemente ocupados. Mas raramente focados. Homens à procura de validação. À procura de prazer imediato. À procura da próxima distração. Sempre ocupados. Raramente a construir.

O verdadeiro problema começava no homem. Na falta de disciplina. Na ausência de padrões. Na incapacidade de liderar a própria vida.

Porque sem estrutura um homem perde-se facilmente. Perde-se nas emoções. Nas distrações. Nas mulheres erradas. Na validação. Na falta de propósito.

Eu sei porque também me perdi.
VII

A Decisão Que
Mudou Tudo

Durante muito tempo vivi a reagir à vida.

A resolver problemas. A apagar incêndios. A responder ao que aparecia à minha frente.

Até que um dia percebi algo simples.

Estava a viver uma vida construída por circunstâncias. Não por escolhas.

E nesse momento tomei uma decisão. Não vou deixar a vida escolher por mim. Vou escolher por mim.

Parece simples. Mas foi essa decisão que mudou tudo. A forma como treinava. A forma como comunicava. A forma como trabalhava. A forma como liderava a minha vida.

Foi aí que começou a verdadeira transformação. Não apenas do físico. Não apenas da confiança. Mas do homem.
VIII

Porque Escrevi
O Homem de Padrão

Não escrevi este livro como um guru.

Nem como um homem perfeito.

Escrevi-o como um homem que caiu, se perdeu e se reconstruiu várias vezes.

Tudo aquilo que ensino nasceu da experiência. Da observação. Da dor. Da tentativa e erro. E de anos a estudar comportamento humano, comunicação, atração, disciplina e masculinidade.

O Homem de Padrão é o livro que eu gostava que alguém me tivesse dado aos 20 anos.

Uma estrutura. Um código. Uma direção.

Porque motivação desaparece. Disciplina permanece. E os padrões que um homem aceita para si próprio acabam por definir toda a sua vida.

"Se existe uma parte de ti que sabe que nasceu para mais, mas sente que se perdeu algures no caminho… Este projeto é para ti. Bem-vindo."

— Alexis Ricardo
Comunidade

Segue a jornada.